Missão Impossível: Efeito Fallout
Quando todos achavam que a franquia Missão Impossível já estava saturada, eis que Ethan Hunt retorna para mais uma aventura e mostra que sua saga ainda anda de vento e popa.
Esta postagem não contém spoilers.
Sendo uma continuação direta do anterior (o primeiro filme da franquia a fazer isso), Efeito Fallout mostra Ethan (Tom Cruise) e sua equipe contando com a ajuda do agente especial do FBI Walker (Henry Cavill, O Homem de Aço), para recuperar três esferas de plutônio antes que estas caiam nas mãos dos Apóstolos, um grupo terrorista formado após o "dissolvimento" do anterior, o Sindicato.
Superficialmente, este novo exemplar entrega mais do mesmo: reviravoltas mirabolantes, corridas contra o tempo, perseguições de tirar o fôlego, situações de risco que nos fazem ficar presos na ponta da cadeira, coisas que já são a identidade da franquia. Mas aqui há um diferencial. Por ser uma continuação direta de Nação Secreta, esse filme aprofunda mais a história, os dramas dos personagens, suas motivações. Aqui revisitamos o passado de Ethan, sua relação com Julia (Michelle Monaghan), seu acerto de contas pessoal com Solomon Lane (Sean Harris), e seu relacionamento recém-iniciado com Ilsa Faust (Rebecca Ferguson). Personagens e tramas bem explorados são o tempero perfeito para tornar um filme bom.
Efeito Fallout também abusa de fan service, mas não de um jeito ruim. Temos a mensagem que se auto-destrói em cinco segundos, as máscaras para se transformar em outra pessoa, as icônicas corridas de Tom Cruise, e claro, suas façanhas altamente perigosas que o ator faz sem uso de dublês. Há uma certa cena em que um desses fan services foi usado de uma forma que, para mim, ficou evidente demais, logo no início da cena eu imaginei qual seria o final, mas não se preocupem, essa é de longe a única coisa que me incomodou no filme.
O sexto exemplar da franquia tem um roteiro coeso, que deixa um pouco de lado as "impossibilidades" dos outros filmes e tenta trazer algo mais crível. A ameaça enfrentada pelos personagens é séria e nos deixa preocupados, principalmente depois daquela cena em um "quarto de hospital". Os novos personagens são bons. Henry Cavill traz sua falta de expressão comum, mas seu personagem tem um desenvolvimento interessante. Angela Bassett, que já brilhou esse ano em Pantera Negra, brilha novamente aqui, mas sua personagem não tem muita importância na trama principal. Para mim, quem mais chamou a atenção foi Vanessa Kirby, que interpreta uma personagem conhecida apenas como Viúva Branca, enigmática, irônica e mortal. Espero que ela ainda apareça nos próximos filmes.
Este é um filme que vai "aumentando" conforme o tempo passa. Seu terceiro ato é tão tenso, insano e impressionante que deixa qualquer um com os olhos vidrados na tela até o último segundo. Com certeza garante pelo menos mais um filme da franquia, e que também deverá ser uma continuação direta deste. Em breve farei uma lista com todos os filmes da franquia ranqueados, do pior ao melhor, conseguem imaginar em que posição esse está?
Uma música para o filme:
Finalmente vamos fazer jus ao nome do nosso blog! Cinema e Funk sem nenhum funk era no mínimo
estranho. Por isso lembrei de uma música que tem pequenas relações com esse filme, que é cheio de "tiro, porrada e bomba". Isso mesmo, não levem a sério, mas a música escolhida foi "Beijinho no ombro", de Valesca Popozuda, abrindo com chave de ouro os funks no site.

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