Especial - Franquia Jurassic Park
"A vida encontra um meio" - é com esta icônica e simbólica frase que o personagem de Jeff Goldblum inicia uma das maiores franquias de todos os tempos. Nesta postagem, vamos fazer uma breve análise dos quatro primeiros filmes da saga, e logo será postada a crítica do mais novo filme, Jurassic World: Reino Ameaçado.
Apesar de ser o dono da frase que eu mais gosto na franquia (aquela citada no início da postagem), Ian Malcom (Goldblum) é um personagem deveras chato. Sua participação no primeiro filme é um mero alívio cômico que na maioria das vezes nos entrega piadas sem graça e constatações óbvias. No segundo filme, este personagem chato é o protagonista, mas este não é, nem de longe, o maior dos problemas. O excesso de personagens que só servem para serem mortos, a tentativa desesperada de ter o máximo de ligações possíveis com o original, os fracos personagens principais, um vilão esquecível, são apenas algumas das características que explicam minha opinião em relação ao filme.
Novamente, o ponto forte aqui é o terceiro ato. (Spoilers leves a seguir) A icônica cena do Tiranossauro Rex na cidade é a mais interessante do filme. Claro que existem outros momentos tensos, como a cena do caminhão caindo no penhasco e a perseguição dos raptores no matagal, mas a cena final é um clássico.
Jurassic Park (1993)
Vai ser difícil para qualquer filme que venha a ser lançado nesta franquia, chegar aos pés do original. Vários motivos provam isso: o primeiro filme tinha a seu favor o elemento surpresa, era a primeira vez que um filme focado em dinossauros chegava ao cinema (não foi o primeiro COM dinossauros, pois eles já podiam ser vistos em King Kong (1934), mas o primeiro em que as criaturas eram "protagonistas"). O enorme orçamento também favorecia o longa, tornando-o até hoje um dos maiores blockbusters da história. Por fim, todo esse poder foi colocado nas mãos habilidosas de Steven Spielberg, que deu seu toque final e eternizou Jurassic Park como o melhor filme de dinossauros já feito.
O filme trabalha muito com visual. Não traz muito suspense em mostrar os animais, como aquela enrolação habitual de filmes de monstros, que passam uma eternidade para mostra-los. Aqui, Spielberg quer que o espectador sinta o mesmo que os personagens, algo muito bem representado na primeira cena dos braquiossauros.
Na metade do filme, é instaurada uma tensão que dura até o fim, sendo o terceiro ato o mais espetacular, com a fantástica cena da cozinha, onde as crianças estão se escondendo dos velociraptores. Uma conclusão no mínimo soberba, mostrando que um blockbuster não precisa de cenas de ação e destruição em massa para ser bom.
Jurassic Park: O Mundo Perdido (1997)
Como era de se esperar, após o sucesso do primeiro filme, uma sequência estava garantida. O problema é que eles não chegaram nem perto da grandiosidade do original. "O Mundo Perdido" é provavelmente o pior da franquia (existem aqueles que acham que essa posição deveria ser ocupada por Jurassic World, mas não é o meu caso), a trama é rasa e não tem muito o que apresentar, apenas o personagem de Jeff Goldblum voltando para a ilha para buscar sua namorada Sarah (Julianne Moore) que foi até lá sem avisá-lo.
Apesar de ser o dono da frase que eu mais gosto na franquia (aquela citada no início da postagem), Ian Malcom (Goldblum) é um personagem deveras chato. Sua participação no primeiro filme é um mero alívio cômico que na maioria das vezes nos entrega piadas sem graça e constatações óbvias. No segundo filme, este personagem chato é o protagonista, mas este não é, nem de longe, o maior dos problemas. O excesso de personagens que só servem para serem mortos, a tentativa desesperada de ter o máximo de ligações possíveis com o original, os fracos personagens principais, um vilão esquecível, são apenas algumas das características que explicam minha opinião em relação ao filme.
Novamente, o ponto forte aqui é o terceiro ato. (Spoilers leves a seguir) A icônica cena do Tiranossauro Rex na cidade é a mais interessante do filme. Claro que existem outros momentos tensos, como a cena do caminhão caindo no penhasco e a perseguição dos raptores no matagal, mas a cena final é um clássico.
Jurassic Park III (2001)
O último exemplar da trilogia original traz uma trama mais simples. É o mais curto de toda a franquia até agora, traz de volta o protagonista do primeiro filme, Alan Grant (Sam Neil), mas erra ao colocar como novos protagonistas, personagens detestáveis. Nem mesmo o drama que colocou o casal Paul (William H. Macy) e Amanda (Téa Leoni) é suficiente para nos fazer sentir algo por eles. Burros como uma porta, as atuações dos personagens baseiam-se em uma série de coisas que qualquer pessoa com o mínimo de sanidade JAMAIS faria em uma ilha repleta de dinossauros. Por sorte, uma história interessante torna o filme assistível.
Aqui temos a presença de um novo predador, que aparece desde a chegada dos personagens à ilha, e assusta não por sua aparência, mas pela onipresença, acentuada pelo toque do telefone, que praticamente gruda em sua cabeça após o filme terminar. Há também a inserção dos pterodáctilos, os temíveis dinossauros voadores, que trazem mais tensão à obra.
O problema deste terceiro exemplar, é que a trama não se desenvolve. Como citado anteriormente, os terceiros atos sempre foram os pontos fortes dos filmes anteriores, mas neste, é praticamente impossível dizer onde está o terceiro ato, porque todos os atos do filme possuem o mesmo nível de tensão. A tensão não é pouca, mas os filmes anteriores nos deixaram mal acostumados, e assim, esperávamos mais.
Jurassic World (2015)
14 anos após o último filme, 22 anos após o primeiro, a franquia retorna às telonas com mais um blockbuster, que logo se tornaria uma das maiores bilheterias de todos os tempos. Jurassic World usou a nostalgia em seu favor, colocando como coadjuvante um garoto que já era fanático por dinossauros, vendo-os agora, de verdade, como se fosse uma analogia aos espectadores do filme.
Para muitos, este filme serve apenas para matar a saudade da franquia, pois sua trama é rasa e em nada acrescenta à saga. Concordo neste ponto, mas discordo que seja o pior, pois ele não tenta se igualar aos anteriores (como foi o caso de O Mundo Perdido). É apenas entretenimento, com boas cenas de ação, e um novo dinossauro realmente assustador.
A Indominus Rex é o ponto forte do filme. O modo como a Claire (Bryce Dallas Howard) e o Owen (Chris Pratt) se referem a ela, sempre ressaltando algum feito assustador da criatura, cria um certo temor no espectador. Desde o fato de ser uma híbrida, ter devorado seu "irmão", e "escalado" um muro, o filme nos dá a entender que o animal é extremamente inteligente, e assim, altamente perigoso. Temos também o retorno de um terceiro ato memorável, não com a tensão do primeiro filme, mas com boas doses de ação e nostalgia.
Em breve, teremos a crítica do novo filme da franquia, que já está sendo avaliado como o mais assustador de todos, e o segundo melhor, perdendo apenas para o original. Uma análise mais aprofundada será feita e teremos uma música no final, para manter a tradição do blog. Não colocarei música neste, pois o tema é igual ao da próxima postagem, que será a de Reino Ameaçado. Sendo assim, espero que tenham gostado desse momento nostálgico, e até a próxima!




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