Vingadores: Guerra Infinita
Eis que chega o tão esperado 19º filme do Universo Cinematográfico Marvel (UCM) e a pergunta que não quer calar é: realmente vale toda a espera?
Esta postagem NÃO contém spoilers!
Todos que acompanham o UCM já devem saber a sinopse deste filme, então serei breve nesta parte. O Titã Louco Thanos (Josh Brolin, de Bravura Indômita) está em sua busca pelas seis Joias do Infinito, os poderosos artefatos que, juntos, permitem que seu portador faça absolutamente qualquer coisa que desejar, como manipular o tempo, o espaço, a realidade e a mente! Os Vingadores então precisam esquecer suas antigas rivalidades e se unir a outros heróis para impedir o vilão de concretizar seu plano, já que ele quer destruir metade do universo.
Por incrível que pareça (para um filme da Marvel) o maior acerto de Guerra Infinita é o seu vilão. O UCM até vem trazendo bons antagonistas desde Homem Aranha: De Volta ao Lar e Pantera Negra, mas Thanos com certeza é o mais complexo, mais poderoso, e até mais assustador de todos. As motivações do personagem são claras, tanto que são repetidas várias vezes ao longo do filme, e fazem sentido (tanto que em alguns momentos você chega a concordar com ele e se perguntar se você mesmo não é um titã louco). Thanos esbanja uma áurea de poder e malícia, que nos faz sentir o medo que os próprios personagens sentem cada vez que ele aparece, é como se estivessemos em um jogo onde este é o último chefão e você precisa reunir a equipe para detê-lo, mas tem medo de se aproximar porque um único golpe dele pode derrota-lo. Além disso Thanos não é só uma massa de puro poder, ele possui várias camadas, que são exploradas com perfeição ao longo do filme, principalmente na sua relação com Gamora (Zoë Saldaña, de Avatar). De certa forma, o Titã Louco pode ser considerado o grande protagonista do filme.
O humor característico da Marvel ainda está presente, mas numa escala muito menor. Ainda assim, temos algumas das melhores tiradas de todo o UCM, como o apelido que Tony Stark (Robert Downey JR., de Sherlock Holmes) dá para Ebony Maw (Tom Vaughan-Lawlor). O tom predominante aqui é outro, a tensão, a iminência de uma guerra que pode dizimar metade do universo e a preocupação dos personagens uns com os outros, com ênfase em Gamora e Peter Quill (Chris Pratt, de Jurassic World). Dessa forma, não sobra muito tempo para humor, mas quando há, é muito bem pensado.
As atuações são aquelas já conhecidas do público em geral. Todo mundo está bastante confiante em seu papel, e apesar do gigantesco número de heróis, ninguém está deslocado, e o carisma e a interação entre eles é magnífica. Claro que alguns tiveram menos importância que outros, mas todos têm seu lugar. O grande destaque vai para Thor (Chris Hemsworth, de Amanhecer Violento), que tem de longe o segundo melhor arco do filme (atrás apenas de Thanos). Os Guardiões da Galáxia também têm uma trama bem interessante, muito diferente do habitual humor da equipe (ainda que ele esteja presente), e regada com drama.
O visual do filme é incrível, a única coisa que me incomodou um pouco foi o CGI da Ordem Negra. A Marvel pode fazer melhor do que aquilo; parecia que eu estava olhando para personagens de video-game ou da animação do Max Steel que era exibida no Sbt (ou até o Lobo da Estepe, de Liga da Justiça). Exceto isso, tudo está perfeito. A fotografia e a direção não possuem nada muito surpreendente, já que repetem o tom visto em outros filmes da Marvel. A trilha sonora me chamou a atenção por ser basicamente um som instrumental que representa tensão e urgência durante todo o filme. A única cena em que há uma música com voz é na primeira aparição dos Guardiões.
Apesar de suas duas horas e meia de duração, do número excessivo de personagens, e das subtramas intercaladas, Guerra Infinita não se torna cansativo nem por um momento. A ação está presente em todo o filme, deixando pouco espaço para as piadas desnecessárias e os dramas baratos. A tensão vai aumentando gradativamente, tornando cada vez mais assustadora a iminência da chegada do Titã Louco. Você deve saber que este filme foi feito para ser um blockbuster, então não vale a pena compara-lo com obras como Batman: O Cavaleiro das Trevas ou Watchmen. Vingadores 3 é pura diversão e entretenimento (regado de momentos mais profundos), enquanto os outros dois são filmes mais profundos, regados de diversão e entretenimento.
Apesar da grandiosidade da obra, Vingadores: Guerra Infinita não é isento de falhas. Eles não conseguiram manter todo o hype em torno da chegada de Thanos. Com os trailers, comerciais e sinopses divulgados, além dos filmes anteriores, foi plantado o medo no coração dos fãs, beirando a desesperança, de que a chegada do vilão acarretaria a morte de vários personagens importantes. Essa sensação, porém, não foi totalmente mantida no filme, quando o Titã já estava em cena. Além disso, há algo no final que poderia ter sido feito de forma diferente, para nos deixar mais impressionados e temerosos, mas por causa de umas pequenas falhas (e da divulgação de alguns filmes), esse efeito não foi alcançado.
Em suma, o filme entrega a maior parte do que prometeu. Seu final deixa várias questões em aberto, dá espaço a várias teorias e é uma conclusão digna para esta brilhante primeira parte da guerra infinita. É o melhor filme do UCM até agora, e sem dúvidas um dos melhores filmes de super-heróis já feito. Sua única cena pós créditos (depois de todos os créditos) é também a melhor do UCM, uma das melhores cenas de todo o filme, e vale muito a espera por todos os nomes passarem. Ela chegou a arrancar aplausos na sala em que eu assisti.
Uma música para o filme:
Como encontrar uma música que tivesse relação com Vingadores: Guerra Infinita? Pra ser sincero, não precisei pensar muito. Logo a música "Demons", da banda Imagine Dragons surgiu na minha mente. A letra fala sobre desesperança, sobre quando você perde a fé em tudo o que fez, e passa a cogitar desistir. É basicamente o dilema pelo qual os personagens do filme passam. A letra também evolui no final, mostrando que o eu lírico procura uma saída para o problema enfrentado, ele precisa escapar, mas precisa de ajuda para isso. Toda a ajuda que for necessária. Assim como os Vingadores no filme, que precisaram reunir quase todos os heróis apresentados até hoje no UCM, para combater essa ameaça.
Música no YouTube
Trailer do filme
Esta postagem NÃO contém spoilers!
Todos que acompanham o UCM já devem saber a sinopse deste filme, então serei breve nesta parte. O Titã Louco Thanos (Josh Brolin, de Bravura Indômita) está em sua busca pelas seis Joias do Infinito, os poderosos artefatos que, juntos, permitem que seu portador faça absolutamente qualquer coisa que desejar, como manipular o tempo, o espaço, a realidade e a mente! Os Vingadores então precisam esquecer suas antigas rivalidades e se unir a outros heróis para impedir o vilão de concretizar seu plano, já que ele quer destruir metade do universo.
Por incrível que pareça (para um filme da Marvel) o maior acerto de Guerra Infinita é o seu vilão. O UCM até vem trazendo bons antagonistas desde Homem Aranha: De Volta ao Lar e Pantera Negra, mas Thanos com certeza é o mais complexo, mais poderoso, e até mais assustador de todos. As motivações do personagem são claras, tanto que são repetidas várias vezes ao longo do filme, e fazem sentido (tanto que em alguns momentos você chega a concordar com ele e se perguntar se você mesmo não é um titã louco). Thanos esbanja uma áurea de poder e malícia, que nos faz sentir o medo que os próprios personagens sentem cada vez que ele aparece, é como se estivessemos em um jogo onde este é o último chefão e você precisa reunir a equipe para detê-lo, mas tem medo de se aproximar porque um único golpe dele pode derrota-lo. Além disso Thanos não é só uma massa de puro poder, ele possui várias camadas, que são exploradas com perfeição ao longo do filme, principalmente na sua relação com Gamora (Zoë Saldaña, de Avatar). De certa forma, o Titã Louco pode ser considerado o grande protagonista do filme.
O humor característico da Marvel ainda está presente, mas numa escala muito menor. Ainda assim, temos algumas das melhores tiradas de todo o UCM, como o apelido que Tony Stark (Robert Downey JR., de Sherlock Holmes) dá para Ebony Maw (Tom Vaughan-Lawlor). O tom predominante aqui é outro, a tensão, a iminência de uma guerra que pode dizimar metade do universo e a preocupação dos personagens uns com os outros, com ênfase em Gamora e Peter Quill (Chris Pratt, de Jurassic World). Dessa forma, não sobra muito tempo para humor, mas quando há, é muito bem pensado.
As atuações são aquelas já conhecidas do público em geral. Todo mundo está bastante confiante em seu papel, e apesar do gigantesco número de heróis, ninguém está deslocado, e o carisma e a interação entre eles é magnífica. Claro que alguns tiveram menos importância que outros, mas todos têm seu lugar. O grande destaque vai para Thor (Chris Hemsworth, de Amanhecer Violento), que tem de longe o segundo melhor arco do filme (atrás apenas de Thanos). Os Guardiões da Galáxia também têm uma trama bem interessante, muito diferente do habitual humor da equipe (ainda que ele esteja presente), e regada com drama.
O visual do filme é incrível, a única coisa que me incomodou um pouco foi o CGI da Ordem Negra. A Marvel pode fazer melhor do que aquilo; parecia que eu estava olhando para personagens de video-game ou da animação do Max Steel que era exibida no Sbt (ou até o Lobo da Estepe, de Liga da Justiça). Exceto isso, tudo está perfeito. A fotografia e a direção não possuem nada muito surpreendente, já que repetem o tom visto em outros filmes da Marvel. A trilha sonora me chamou a atenção por ser basicamente um som instrumental que representa tensão e urgência durante todo o filme. A única cena em que há uma música com voz é na primeira aparição dos Guardiões.
Apesar de suas duas horas e meia de duração, do número excessivo de personagens, e das subtramas intercaladas, Guerra Infinita não se torna cansativo nem por um momento. A ação está presente em todo o filme, deixando pouco espaço para as piadas desnecessárias e os dramas baratos. A tensão vai aumentando gradativamente, tornando cada vez mais assustadora a iminência da chegada do Titã Louco. Você deve saber que este filme foi feito para ser um blockbuster, então não vale a pena compara-lo com obras como Batman: O Cavaleiro das Trevas ou Watchmen. Vingadores 3 é pura diversão e entretenimento (regado de momentos mais profundos), enquanto os outros dois são filmes mais profundos, regados de diversão e entretenimento.
Apesar da grandiosidade da obra, Vingadores: Guerra Infinita não é isento de falhas. Eles não conseguiram manter todo o hype em torno da chegada de Thanos. Com os trailers, comerciais e sinopses divulgados, além dos filmes anteriores, foi plantado o medo no coração dos fãs, beirando a desesperança, de que a chegada do vilão acarretaria a morte de vários personagens importantes. Essa sensação, porém, não foi totalmente mantida no filme, quando o Titã já estava em cena. Além disso, há algo no final que poderia ter sido feito de forma diferente, para nos deixar mais impressionados e temerosos, mas por causa de umas pequenas falhas (e da divulgação de alguns filmes), esse efeito não foi alcançado.
Em suma, o filme entrega a maior parte do que prometeu. Seu final deixa várias questões em aberto, dá espaço a várias teorias e é uma conclusão digna para esta brilhante primeira parte da guerra infinita. É o melhor filme do UCM até agora, e sem dúvidas um dos melhores filmes de super-heróis já feito. Sua única cena pós créditos (depois de todos os créditos) é também a melhor do UCM, uma das melhores cenas de todo o filme, e vale muito a espera por todos os nomes passarem. Ela chegou a arrancar aplausos na sala em que eu assisti.
Uma música para o filme:
Como encontrar uma música que tivesse relação com Vingadores: Guerra Infinita? Pra ser sincero, não precisei pensar muito. Logo a música "Demons", da banda Imagine Dragons surgiu na minha mente. A letra fala sobre desesperança, sobre quando você perde a fé em tudo o que fez, e passa a cogitar desistir. É basicamente o dilema pelo qual os personagens do filme passam. A letra também evolui no final, mostrando que o eu lírico procura uma saída para o problema enfrentado, ele precisa escapar, mas precisa de ajuda para isso. Toda a ajuda que for necessária. Assim como os Vingadores no filme, que precisaram reunir quase todos os heróis apresentados até hoje no UCM, para combater essa ameaça.
Música no YouTube
Trailer do filme

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